E, havendo escapado, então souberam que a ilha se chamava Malta.
E os bárbaros usaram conosco de não pouca humanidade; porque, acendendo uma grande fogueira, nos recolheram a todos por causa da chuva que caía, e por causa do frio.
E, havendo Paulo ajuntado uma quantidade de vides, e pondo-as no fogo, uma víbora, fugindo do calor, lhe acometeu a mão.
E os bárbaros, vendo-lhe a víbora pendurada na mão, diziam uns aos outros: Certamente este homem é homicida, visto como, escapando do mar, a justiça não o deixa viver.
Mas, sacudindo ele a víbora no fogo, não sofreu nenhum mal.
E eles esperavam que viesse a inchar ou a cair morto de repente; mas tendo esperado já muito, e vendo que nenhum incômodo lhe sobrevinha, mudando de parecer, diziam que era um deus. Atos 28:1-6
O texto bíblico conta da experiência que o apóstolo Paulo viveu na ilha de Malta, após o naufrágio do navio que levava as duzentas e setenta e seis pessoas a Roma. Lucas, o autor do livro de Atos, conta que os habitantes de Malta receberam os náufragos com muita hospitalidade, que chovia e fazia frio. Isto levou os hospedeiros a acender uma fogueira. Ao apanhar gravetos para lançar na fogueira, o apóstolo Paulo foi surpreendido por uma víbora venenosa que mordeu sua mão e nela ficou dependurada. Existe uma aversão quase que geral das pessoas para com as cobras. Talvez isto se explique pelo fato de a serpente ter sido o animal que Satanás usou para tentar a mulher e o homem no Jardim do Éden.